Basta sentir o aroma adocicado e a boca se enche de água. À primeira mordida, uma mescla de sabores levemente ácidos desperta ainda mais o paladar. É raro alguém não gostar de morango.
Mais do que deliciosa, a fruta tem uma porção de compostos benéficos. Um trabalho do Instituto de Pesquisa em Alimentos da Noruega bota o morango como um dos alimentos mais ricos em substâncias antioxidantes, importantíssimas na queda-de-braço contra os radicais livres, que formam uma tropa de moléculas capazes de danificar as células estragos que, com o tempo, podem até detonar um câncer.
Entre os componentes mais badalados está o ácido elágico. Guarde esse nome complicado ele é superpoderoso. Trata-se de uma substância que tinge e protege os vegetais. No nosso organismo o tal ácido evita danos celulares, diminuindo a ameaça principalmente de tumores no aparelho digestivo. Esse é um dos motivos para o fruto ser cada vez mais associado à longevidade.
O morango contribui com fósforo, magnésio e potássio. O trio de nutrientes é fundamental para o sistema nervoso e ainda ajuda a manter por muito tempo a saúde muscular. Vale mencionar também a boa concentração de vitamina C. Em alta no nosso corpo, ela é capaz de blindar o sistema imunológico e afastar encrencas como resfriados.
Para completar, a riqueza em fibras. O morango fornece boas doses do tipo solúvel, que ajuda a manter a glicose estáveis, sem grandes pico. Assim,o organismo não requer tanto do pâncreas, o que mantém longe o perigo do diabete.
Ledo engano pensar que o fruto vai bem apenas em pratos doces. O morango é perfeito em saladas de folhas. Também pode entrar na receita de risotos e em molhos para massas, misturado a ervas, cabola, alho e afins.
Para aqueles que só comem morango com chantilly, o recado é o seguinte: quem quer sentir o gosto da fruta deve dispensar o creme. O excesso de gordura forma uma película na boca, o que dificulta a distinção de outras nuances de sabor. Sem contar que o chantilly é lotado de gordura saturada.
O funcionamento adequado de um conjunto de células garante que cada órgão execute suas funções de forma esperada. E um conjunto de órgãos saudáveis proporcionará ao indivíduo - SAÚDE COM VITALIDADE POSITIVA. VITALIDADE POSITIVA é mais que a mera ausência de doenças crônicas degenerativas não transmissíveis, é a busca pela saúde integrada, modulando, por meio de nutrientes e fitoquímicos, todas as reações bioquímicas envolvidas neste processo.
domingo, 31 de julho de 2011
domingo, 24 de julho de 2011
Higienização dos alimentos!
- Lave em água corrente as frutas, verduras e legumes. E quando falamos em lavar, é laver mesmo: esfregue suavemente com as pontas dos dedos toda a superfície. Não use sabão ou detergente. É indicado deixar os alimentos (após lavar) de molho em um litro de água com 10 ml de água sanitária para garantir a sanitização dos alimentos;
- Lave bem latas e embalagens de conservados antes de abrir;
- Evite latas aparentemente danificadas (estufadas, amassadas, com furos ou enferrujadas);
Cheque a validade e a data de fabricação dos alimentos (muitas pessoas esquecem de verificar a data de fabricação, mas é importante, pois permite estimar quanto tempo de vida possui o alimento); - Cozinhe bem as carnes antes de consumi-las, eliminando assim micróbios e ovos de vermes;
- Mantenha os alimentos protegidos de insetos e roedores;
- Use sempre água filtrada;
- Lembre-se que deve higienizar todos os tipos de embalagens – mesmo os “copinhos” de iogurte precisam ser lavados antes do consumo;
- Ao guardar frutas e legumes, faça-os sempre inteiros – alimentos cortados expõem seu conteúdo a impurezas do ar, bem como a bactérias e fungos;
- Cigarros, barba, cabelos soltos, anéis e outros adereços pessoais não combinam com a cozinha, um lugar onde a higiene deve ser total!
- Não acumule cascas ou resíduos sobre a pia a fim de evitar a presença de moscas;
- Lave sempre as mãoes antes de tocar nos alimentos, tanto no preparo quanto para o consumo;
- Lave todos os utensílio com sabão ou detergente e água corrente e após isso seque-os e guarde-os em local fechado;
- Evite utensílios que não estejam em boas condições (copos lascados, facas enferrujadas, etc.);
- Limpe regularmente o fogão, geladeira e armários;
- A lata de lixo deve estar sempre fechada, bem como ser lavada freqüentemente;
- Empregue sacos plásticos descartáveis nas latas de lixo, que facilitam muito a remoção do mesmo;
- Segundo o bioquímico Roberto M. Figueiredo, autor dos livros da série “Higiene dos Alimentos”, o correto é guardar os alimentos ainda quentes na geladeira, sem tampa alguma, a fim de que o alimento possa “respirar” o ar frio da geladeira antes de vedá-lo para evitar a proliferação de bactérias, e não somente depois de frios, quando já foram em muito contaminados;
- Não prepare os alimentos muito tempo antes do consumo – eles ficarão expostos à ação de seres prejudiciais à sua saúde;
- Reaqueça bem os alimentos previamente cozidos.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Óleo de Cártamo
O Cártamo é uma planta oleaginosa já conhecida antes da Era Cristã sendo seus principais produtores mundiais de cártamo atualmente a China, Egito, Estados Unidos, Índia, México e Rússia. Seu nome se origina do hebraico (Carthamus tinctorius) que significa “tingir”. É utilizado na produção de corantes amarelados usados para tingir e aromatizar alimentos e medicamentos. Esse corante é obtido a partir de suas flores e substitui o açafrão na cozinha, sendo assim chamado de “açafrão bastardo”. Também é fonte de um corante vermelho usado na indústria têxtil.
Os efeitos benéficos do consumo de óleo do cártamo mais estudados atualmente são redução do peso corporal, aumento do metabolismo, ganho de massa muscular, redução da aterosclerose, prevenção e tratamento de diabetes mellitus tipo 2, potencialização da mineralização óssea, modulação do sistema imune, efeito antitrombogênico, inibição de células cancerosas, diminuição das concentrações de colesterol LDL e glicose no sangue.
O óleo produzido através do processamento das sementes de cártamo também é rico em vitamina E, um potente antioxidante que previne o dano celular protegendo o organismo da formação do câncer e aterosclerose.
A quantidade recomendada para ingestão do óleo diariamente é de duas colheres de chá: uma no café da manhã e outra antes de praticar esportes. Esta recomendação é feita por comerciantes do óleo. Portanto é importante que o consumidor procure se informar melhor e aguarde mais estudos científicos para determinar a medida correta, evitando os possíveis efeitos colaterais existentes.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Efeito iô-iô de dietas reduz expectativa de vida, diz estudo
Um estudo conduzido por especialistas escoceses sugere que o efeito iô-iô provocado por dietas --quando a pessoa volta a engordar após um regime alimentar rigoroso-- pode reduzir significantemente a expectativa de vida.
Os cientistas, da Universidade de Glasgow, realizaram uma experiência com peixes, alimentando os animais com grande quantidade de comida para, em seguida, os submeterem a uma dieta rigorosa.
Eles perceberam que o desequilíbrio alimentar reduziu a expectativa dos peixes em até 25%.
O trabalho, publicado na revista especializada "Proceedings of the Royal Society", sugere que a diminuição na expectativa de vida não foi uma conseqüência do processo de envelhecimento acelerado dos peixes --provocado pela alimentação irregular--, mas do aumento do risco de morte súbita.
As chances de morte súbita, explicaram os especialistas, foram conseqüência do "crescimento anormal" dos animais, provocado pela irregularidade em suas dietas.
"Os peixes que foram submetidos à dieta se reproduziram normalmente, mas, em média, tiveram expectativa de vida 25% menor do que a dos animais que comeram quantidades regulares de comida", afirmou Neil Metcalfe, coordenador do trabalho.
Os especialistas acreditam que os resultados podem ser aplicados a adolescentes e crianças que fazem o mesmo tipo de regime, por estarem em fase de crescimento.
"Se fizemos o paralelo com humanos, a pesquisa pode ser aplicada a crianças e adolescentes, porque estão se desenvolvendo", alertou o professor.
Os cientistas, da Universidade de Glasgow, realizaram uma experiência com peixes, alimentando os animais com grande quantidade de comida para, em seguida, os submeterem a uma dieta rigorosa.
Eles perceberam que o desequilíbrio alimentar reduziu a expectativa dos peixes em até 25%.
O trabalho, publicado na revista especializada "Proceedings of the Royal Society", sugere que a diminuição na expectativa de vida não foi uma conseqüência do processo de envelhecimento acelerado dos peixes --provocado pela alimentação irregular--, mas do aumento do risco de morte súbita.
As chances de morte súbita, explicaram os especialistas, foram conseqüência do "crescimento anormal" dos animais, provocado pela irregularidade em suas dietas.
"Os peixes que foram submetidos à dieta se reproduziram normalmente, mas, em média, tiveram expectativa de vida 25% menor do que a dos animais que comeram quantidades regulares de comida", afirmou Neil Metcalfe, coordenador do trabalho.
Os especialistas acreditam que os resultados podem ser aplicados a adolescentes e crianças que fazem o mesmo tipo de regime, por estarem em fase de crescimento.
"Se fizemos o paralelo com humanos, a pesquisa pode ser aplicada a crianças e adolescentes, porque estão se desenvolvendo", alertou o professor.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Óleo de fígado de Bacalhau
Em um estudo realizado com quase 22 mil pessoas com mais de 40 anos, os pesquisadores constataram que quem tomavam a dose de óleo regularmente tinha menor probabilidade de sofrer de depressão do que quem não tomava.
O trabalho, publicado no Journal of Affective Disorders, também sugere que quanto mais tempo a pessoa toma o óleo de fígado de bacalhau, menos deprimida fica.
O óleo é rico em ácidos graxos Omega-3, que, acredita-se, podem trazer vários benefícios.
O cérebro infantil poderia ser estimulado por ácido Omega-3, que também reduziria o risco de derrame, ataque cardíaco e câncer, embora alguns estudos tenham colocado estes benefícios em dúvida.
Outros fatores
Na última pesquisa, cientistas da Universidade Helse Bergen de Haukeland, na Noruega, afirmam que uma colher de óleo de fígado de bacalhau pode reduzir a depressão em até 30%.
Sintomas depressivos atingiram apenas 2,5% dos usuários de óleo de fígado de bacalhau, comparados aos 3,8% no resto da população.
Os pesquisadores analisaram 21.835 participantes com idades entre 40 e 49 anos e 70 e 74 anos em toda a Noruega entre 1997 e 1999.
"Os usuários de óleo de fígado de bacalhau tinham uma possibilidade significativamente menor de apresentar sintomas depressivos do que os que não usavam o produto, depois de ajustes para fatores múltiplos que podem confundir (os resultados)", afirmaram os pesquisadores.
"Estes fatores incluíam idade, gênero, tabagismo, consumo de café, consumo de álcool, atividade física e educação."
"Descobrimos também que a prevalência de altos níveis de sintomas depressivos diminuía com o aumento na duração (0-12 meses) do uso de óleo de fígado de bacalhau", acrescentaram os pesquisadores.
O trabalho, publicado no Journal of Affective Disorders, também sugere que quanto mais tempo a pessoa toma o óleo de fígado de bacalhau, menos deprimida fica.
O óleo é rico em ácidos graxos Omega-3, que, acredita-se, podem trazer vários benefícios.
O cérebro infantil poderia ser estimulado por ácido Omega-3, que também reduziria o risco de derrame, ataque cardíaco e câncer, embora alguns estudos tenham colocado estes benefícios em dúvida.
Outros fatores
Na última pesquisa, cientistas da Universidade Helse Bergen de Haukeland, na Noruega, afirmam que uma colher de óleo de fígado de bacalhau pode reduzir a depressão em até 30%.
Sintomas depressivos atingiram apenas 2,5% dos usuários de óleo de fígado de bacalhau, comparados aos 3,8% no resto da população.
Os pesquisadores analisaram 21.835 participantes com idades entre 40 e 49 anos e 70 e 74 anos em toda a Noruega entre 1997 e 1999.
"Os usuários de óleo de fígado de bacalhau tinham uma possibilidade significativamente menor de apresentar sintomas depressivos do que os que não usavam o produto, depois de ajustes para fatores múltiplos que podem confundir (os resultados)", afirmaram os pesquisadores.
"Estes fatores incluíam idade, gênero, tabagismo, consumo de café, consumo de álcool, atividade física e educação."
"Descobrimos também que a prevalência de altos níveis de sintomas depressivos diminuía com o aumento na duração (0-12 meses) do uso de óleo de fígado de bacalhau", acrescentaram os pesquisadores.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Maracujá-O bloqueador natural de gordura
A casca da fruta, transformada em farinha, diminui a taxa de açúcar no sangue e impede que o organismo absorva a gordura dos alimentos, fazendo você perder peso.
E não tem contra-indicação!
Ela chegou no mercado com a fama de ter o poder de baixar as taxas de açúcar no sangue, o que é ótimo para quem tem diabetes. Mas, aos poucos, a farinha feita com a casca do maracujá também se revelou um excelente bloqueador de gordura. Ou seja, impede que o organismo absorva parte desse nutriente presente nos alimentos. Daí faz você perder peso. A substância responsável pelo poder emagrecedor é a pectina, encontrada em grande quantidade na parte branca da casca da fruta.
A farinha não fica atrás: tem 20% dessa fibra, segundo estudo feito pelo químico e pesquisador Armando Sabaa Srur, da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “No estômago, a pectina se transforma numa espécie de gel não digerível, provocando sensação de saciedade”, explica a médica e nutróloga Daniela Hueb. Com isso, você se sente bem alimentada com uma porção menor de comida. A pectina também reduz a velocidade com que o açúcar entra no sangue – quanto mais lento esse processo, mais a fome demora para voltar a dar sinal.
** Gordura na mira
Quando chega ao intestino, a pectina bloqueia a absorção da gordura dos alimentos. A ação é bem mais suave que a do Xenical, medicamento da Roche que tem o boqueador de gordura orlistat como princípio ativo. Mas o efeito emagrecedor da farinha, assim como sua capacidade de proteger o coração, foi comprovado num estudo feito na Universidade Federal da Paraíba com 17 mulheres com colesterol alto. “Depois de 70 dias consumindo a farinha, elas não só tiveram as taxas de LDL, o colesterol ruim, reduzidas como perderam peso (algumas eliminaram 8 quilos!)”, comemora a farmacêutica Alessandra Ramos, que acompanhou o grupo por um período de um ano sem registrar reações adversas. De qualquer modo, observe como seu organismo responde ao produto.
** Menos toxinas
Outra boa notícia: a fibra presente na farinha de maracujá promove uma faxina no organismo. Ela ajuda a eliminar as toxinas, que, acumuladas, prejudicam o funcionamento dos órgãos e, com isso, desequilibram o metabolismo – o que faz sua dieta emperrar. Só que para facilitar a ação desintoxicante da pectina, é importante beber mais água, no mínimo 2 litros por dia.
fonte:Francine Prass Hatem (http://www.nutricaoativa.com.br/conteudo.php?id=296)
E não tem contra-indicação!
Ela chegou no mercado com a fama de ter o poder de baixar as taxas de açúcar no sangue, o que é ótimo para quem tem diabetes. Mas, aos poucos, a farinha feita com a casca do maracujá também se revelou um excelente bloqueador de gordura. Ou seja, impede que o organismo absorva parte desse nutriente presente nos alimentos. Daí faz você perder peso. A substância responsável pelo poder emagrecedor é a pectina, encontrada em grande quantidade na parte branca da casca da fruta.
A farinha não fica atrás: tem 20% dessa fibra, segundo estudo feito pelo químico e pesquisador Armando Sabaa Srur, da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “No estômago, a pectina se transforma numa espécie de gel não digerível, provocando sensação de saciedade”, explica a médica e nutróloga Daniela Hueb. Com isso, você se sente bem alimentada com uma porção menor de comida. A pectina também reduz a velocidade com que o açúcar entra no sangue – quanto mais lento esse processo, mais a fome demora para voltar a dar sinal.
** Gordura na mira
Quando chega ao intestino, a pectina bloqueia a absorção da gordura dos alimentos. A ação é bem mais suave que a do Xenical, medicamento da Roche que tem o boqueador de gordura orlistat como princípio ativo. Mas o efeito emagrecedor da farinha, assim como sua capacidade de proteger o coração, foi comprovado num estudo feito na Universidade Federal da Paraíba com 17 mulheres com colesterol alto. “Depois de 70 dias consumindo a farinha, elas não só tiveram as taxas de LDL, o colesterol ruim, reduzidas como perderam peso (algumas eliminaram 8 quilos!)”, comemora a farmacêutica Alessandra Ramos, que acompanhou o grupo por um período de um ano sem registrar reações adversas. De qualquer modo, observe como seu organismo responde ao produto.
** Menos toxinas
Outra boa notícia: a fibra presente na farinha de maracujá promove uma faxina no organismo. Ela ajuda a eliminar as toxinas, que, acumuladas, prejudicam o funcionamento dos órgãos e, com isso, desequilibram o metabolismo – o que faz sua dieta emperrar. Só que para facilitar a ação desintoxicante da pectina, é importante beber mais água, no mínimo 2 litros por dia.
fonte:Francine Prass Hatem (http://www.nutricaoativa.com.br/conteudo.php?id=296)
quinta-feira, 7 de julho de 2011
leite!!! MOCINHO OU BANDIDO?
Após a amamentação, nenhum mamífero consome leite (e muito menos de outra espécie). Este padrão também foi seguido, durante 2,5 milhões de anos, pelos vários hominídeos (incluindo o homo sapiens) que habitaram a terra. Só após a revolução agrícola (há cerca de 10.000 anos), através da domesticação dos animais, é que o consumo de lacticínios se tornou possível. O leite é, assim, um alimento relativamente recente na alimentação do ser humano (cujo genoma não sofreu alterações significativas nos últimos 10.000 anos), o que explica porque é que cerca de 70% da população adulta mundial apresenta intolerância à lactose (dificuldade/impossibilidade de digerir o açúcar do leite, que causa diversos efeitos adversos de ordem gastrointestinal – como flatulência, diarreia, dor e desconforto abdominais).
Efeitos do leite na saúdeLacticínios, como leite, iogurte e queijo fresco, apesar de possuírem um Índice Glicémico (IG) baixo (não provocam um aumento pronunciadoda glicemia), aumentam muito a libertação de insulina pelo pâncreas, o que, a longo prazo, pode causar resistência à insulina, que está na origem de várias patologias/problemas de saúde e/ou fenómenos fisiológicos, como síndrome metabólica (inclui diabetes tipo 2, hipertensão, dislipidemia, obesidade abdominal e estado pró-trombótico), síndrome do ovário poliquístico, alguns cancros (próstata, mama e cólon), miopia, acne (foi associado em dois estudos epidemiológicos ao consumo de lacticínios), aumento da estatura (diversos estudos mostram o papel dos lacticínios) e diminuição da idade da menarca/puberdade.
As diferenças entre leite materno e bovinoÉ preciso realçar o que os nutricionistas e pediatras há muito sabem: as características nutricionais do leite materno e do leite bovino são diferentes e a amamentação deve ser mantida até que a criança tenha, pelo menos, um ano (em sociedades de caçadores recolectores, a amamentação varia entre dois a quatro anos).
As culpas da Beta-Celulina, um composto do leiteExistem estudos epidemiológicos e experimentais a associar o consumo de lacticínios a alguns cancros (a evidência é mais forte para ovários, testículos e próstata), à doença de Parkinson e à aterosclerose. Os motivos podem estar relacionados com o fenómeno da insulina atrás descrito e com alguns componentes do leite, designadamente a galactose, o cálcio e a beta-celulina (BTC), que foi descoberta recentemente. A BTC é um factor de crescimento presente em todos os leites, que sobrevive à pasteurização, processamento (sendo também encontrada no queijo) e processo digestivo e tem a capacidade de entrar na circulação e ligar-se a um receptor (EGFR) que existe em diversas células epiteliais e aumentar a sinalização desse receptor, o que vai dar origem a uma série de fenómenos dentro das mesmas. No caso de diversos cancros (mama, cólon, próstata, ovários, pulmões, pâncreas, bexiga, estômago, cabeça e pescoço), sabe-se que há um aumento do número de EGFR e da sinalização dos mesmos e que existem já ensaios clínicos de fase II para fármacos que bloqueiam o receptor e a sua sinalização. Apesar de ainda não terem sido realizados estudos sobre leite, BTC e cancro em humanos, pensa-se conhecer o mecanismo e existem estudos epidemiológicos que ligam o consumo de lacticínios a alguns destes cancros (próstata, ovários, pulmões, estômago e pâncreas).
Leite e Osteoporose: magnésio é um mineral esquecidoCulturalmente, o leite é tido como um alimento perfeito, por conter proteínas de alto valor biológico e cálcio, que é defendido como a melhor arma contra a osteoporose, o que não é totalmente verdade. É importante esclarecer que o cálcio é apenas um dos nutrientes necessários para a prevenção da osteoporose. Se existir um desequilíbrio entre o cálcio e os outros nutrientes (por défice de ingestão dos mesmos e/ou excesso de ingestão de cálcio), pode até ocorrer desmineralização óssea. Um desses nutrientes é o magnésio, cuja deficiência (que pode ser causada por um consumo elevado de cálcio) pode causar diminuição da densidade mineral óssea e aumentar o risco de fracturas. O rácio cálcio/magnésio ideal varia entre 1/1 e 2/1, ao passo que o rácio cálcio/magnésio no leite e derivados é superior a 10/1.
Efeitos do leite na saúdeLacticínios, como leite, iogurte e queijo fresco, apesar de possuírem um Índice Glicémico (IG) baixo (não provocam um aumento pronunciadoda glicemia), aumentam muito a libertação de insulina pelo pâncreas, o que, a longo prazo, pode causar resistência à insulina, que está na origem de várias patologias/problemas de saúde e/ou fenómenos fisiológicos, como síndrome metabólica (inclui diabetes tipo 2, hipertensão, dislipidemia, obesidade abdominal e estado pró-trombótico), síndrome do ovário poliquístico, alguns cancros (próstata, mama e cólon), miopia, acne (foi associado em dois estudos epidemiológicos ao consumo de lacticínios), aumento da estatura (diversos estudos mostram o papel dos lacticínios) e diminuição da idade da menarca/puberdade.
As diferenças entre leite materno e bovinoÉ preciso realçar o que os nutricionistas e pediatras há muito sabem: as características nutricionais do leite materno e do leite bovino são diferentes e a amamentação deve ser mantida até que a criança tenha, pelo menos, um ano (em sociedades de caçadores recolectores, a amamentação varia entre dois a quatro anos).
As culpas da Beta-Celulina, um composto do leiteExistem estudos epidemiológicos e experimentais a associar o consumo de lacticínios a alguns cancros (a evidência é mais forte para ovários, testículos e próstata), à doença de Parkinson e à aterosclerose. Os motivos podem estar relacionados com o fenómeno da insulina atrás descrito e com alguns componentes do leite, designadamente a galactose, o cálcio e a beta-celulina (BTC), que foi descoberta recentemente. A BTC é um factor de crescimento presente em todos os leites, que sobrevive à pasteurização, processamento (sendo também encontrada no queijo) e processo digestivo e tem a capacidade de entrar na circulação e ligar-se a um receptor (EGFR) que existe em diversas células epiteliais e aumentar a sinalização desse receptor, o que vai dar origem a uma série de fenómenos dentro das mesmas. No caso de diversos cancros (mama, cólon, próstata, ovários, pulmões, pâncreas, bexiga, estômago, cabeça e pescoço), sabe-se que há um aumento do número de EGFR e da sinalização dos mesmos e que existem já ensaios clínicos de fase II para fármacos que bloqueiam o receptor e a sua sinalização. Apesar de ainda não terem sido realizados estudos sobre leite, BTC e cancro em humanos, pensa-se conhecer o mecanismo e existem estudos epidemiológicos que ligam o consumo de lacticínios a alguns destes cancros (próstata, ovários, pulmões, estômago e pâncreas).
Leite e Osteoporose: magnésio é um mineral esquecidoCulturalmente, o leite é tido como um alimento perfeito, por conter proteínas de alto valor biológico e cálcio, que é defendido como a melhor arma contra a osteoporose, o que não é totalmente verdade. É importante esclarecer que o cálcio é apenas um dos nutrientes necessários para a prevenção da osteoporose. Se existir um desequilíbrio entre o cálcio e os outros nutrientes (por défice de ingestão dos mesmos e/ou excesso de ingestão de cálcio), pode até ocorrer desmineralização óssea. Um desses nutrientes é o magnésio, cuja deficiência (que pode ser causada por um consumo elevado de cálcio) pode causar diminuição da densidade mineral óssea e aumentar o risco de fracturas. O rácio cálcio/magnésio ideal varia entre 1/1 e 2/1, ao passo que o rácio cálcio/magnésio no leite e derivados é superior a 10/1.
Dieta do paleolítico sem leiteSe tal não basta para desmistificar a ligação entre leite, cálcio e osteoporose, olhemos para os registos fósseis, que indicam que os nossos antepassados do Paleolítico, apesar de não beberem leite após a amamentação, apresentavam uma densidade mineral óssea igual ou superior à de actuais adultos saudáveis e activos, o que, provavelmente, se devia à exposição solar (que permite a síntese de vitamina D), ao trabalho físico regular e intenso (o exercício, em especial o treino de força, é essencial para manter a saúde óssea) e ao consumo elevado de vegetais.
Se não beber leite, como posso obter cálcio?Ao contrário do que se pensa, é possível obter quantidades adequadas de cálcio sem recorrer aos lacticínios. Os vegetais, como os brócolos e couves, também contêm cálcio, e apresentam uma taxa de absorção deste mineral semelhante à dos lacticínios. Apesar de grama por grama, os lacticínios conterem mais cálcio que os vegetais indicados, estes contêm um rácio cálcio/magnésio entre 2/1 e 3/1, além de vitamina K (outro nutriente importante na manutenção da saúde óssea) e potássio (que é o principal precursor de bicarbonato, que demonstrou em estudos de intervenção de curto e longo prazo diminuir a excreção de cálcio e melhorar o metabolismo ósseo). Além disso, um estudo epidemiológico de 12 anos realizado pela Universidade de Harvard com mais de 77 mil mulheres verificou que a ingestão de dois ou mais copos de leite por dia estava associado a maior incidência de fracturas nestas mulheres.Pelo contrário, o consumo elevado de vegetais, além de todos os benefícios já conhecidos pelo público, está associado a uma maior densidade mineral óssea e menor incidência de fracturas.
E quem não vive sem leite?Com base na minha análise, não considero o leite de outra espécie um alimento adequado ao ser humano. No entanto, obviamente que indivíduos que não sofram de nenhuma das patologias associadas ao consumo de leite e derivados (nem tenham risco de as desenvolver) e sigam um estilo de vida saudável (exercício moderado regular e dieta e sono adequados) poderão consumir pequenas quantidades de lacticínios fermentados de agricultura biológica, desde que tal não produza reacções adversas. Walter Willett da Harvard School of Public Health recomenda que não se exceda um copo de leite por dia. Do mesmo modo, atletas também poderão beneficiar da utilização (em especial após o treino) de um suplemento que contenha proteínas isoladas do soro de leite (extraídas por membrana de fluxo cruzado com valores de corte entre 3 e 30 kiloDaltons), se tal não causar efeitos indesejáveis.
Reacções alérgicas / doenças auto-imunesRefira-se, também, que em pessoas geneticamente predispostas, algumas proteínas do leite bovino (e também ovino e caprino) podem causar reacções alérgicas e doenças auto-imunes (por exemplo diabetes tipo 1, esclerose múltipla, artrite reumatóide e doença de Crohn).
"Revista Performance" Nº 70 - Setembro 2007
Se não beber leite, como posso obter cálcio?Ao contrário do que se pensa, é possível obter quantidades adequadas de cálcio sem recorrer aos lacticínios. Os vegetais, como os brócolos e couves, também contêm cálcio, e apresentam uma taxa de absorção deste mineral semelhante à dos lacticínios. Apesar de grama por grama, os lacticínios conterem mais cálcio que os vegetais indicados, estes contêm um rácio cálcio/magnésio entre 2/1 e 3/1, além de vitamina K (outro nutriente importante na manutenção da saúde óssea) e potássio (que é o principal precursor de bicarbonato, que demonstrou em estudos de intervenção de curto e longo prazo diminuir a excreção de cálcio e melhorar o metabolismo ósseo). Além disso, um estudo epidemiológico de 12 anos realizado pela Universidade de Harvard com mais de 77 mil mulheres verificou que a ingestão de dois ou mais copos de leite por dia estava associado a maior incidência de fracturas nestas mulheres.Pelo contrário, o consumo elevado de vegetais, além de todos os benefícios já conhecidos pelo público, está associado a uma maior densidade mineral óssea e menor incidência de fracturas.
E quem não vive sem leite?Com base na minha análise, não considero o leite de outra espécie um alimento adequado ao ser humano. No entanto, obviamente que indivíduos que não sofram de nenhuma das patologias associadas ao consumo de leite e derivados (nem tenham risco de as desenvolver) e sigam um estilo de vida saudável (exercício moderado regular e dieta e sono adequados) poderão consumir pequenas quantidades de lacticínios fermentados de agricultura biológica, desde que tal não produza reacções adversas. Walter Willett da Harvard School of Public Health recomenda que não se exceda um copo de leite por dia. Do mesmo modo, atletas também poderão beneficiar da utilização (em especial após o treino) de um suplemento que contenha proteínas isoladas do soro de leite (extraídas por membrana de fluxo cruzado com valores de corte entre 3 e 30 kiloDaltons), se tal não causar efeitos indesejáveis.
Reacções alérgicas / doenças auto-imunesRefira-se, também, que em pessoas geneticamente predispostas, algumas proteínas do leite bovino (e também ovino e caprino) podem causar reacções alérgicas e doenças auto-imunes (por exemplo diabetes tipo 1, esclerose múltipla, artrite reumatóide e doença de Crohn).
"Revista Performance" Nº 70 - Setembro 2007
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